Lição 01 de 03

Essa conversa mudou completamente minha maneira de pensar sobre personalidade e psicologia e me fez me tornar um especialista em comportamento muito antes de começar a trabalhar como coach...

De: Bruno Juliani
Niterói - Rio de Janeiro

Caro leitor,

O meu primeiro mentor de desenvolvimento pessoal

Poucas pessoas sabem que eu venho de uma família grande. Meu pai é do Rio Grande do Sul, minha mãe do Rio de Janeiro. Meu irmão nasceu em Natal e eu em Belém.

A família gaúcha do meu pai é bem grande, eu cresci tendo 7 tias e 2 tios e mais de 30 primos e primas. Fora os cônjuges.

E foi em um desses cônjuges, apelidados de "agregados" pela família, que eu encontrei meu primeiro mentor de desenvolvimento pessoal.

Minha Tia Carmem, uma das irmãs mais novas do meu pai, que é médica ortomolecular, era casada com o Tio Sérgio, que tinha uns 25 anos a mais que ela. Ele tinha formação em economia, contabilidade e seu principal negócio era a gestão de terras e haras de criação de cavalos Appaloosa. Já com quase 70 anos se formou em filosofia também.

Em janeiro de 2001 (com 22 anos) eu saí do Rio e fui representar meus pais na formatura dele em Porto Alegre.

Essa é a parte "chata" do currículo do Tio Sérgio. A parte interessante para mim e desconhecida pela maioria era seu "currículo paralelo" de psicanalista, xamã e terapeuta holístico e tinha especializações em psicoterapia transpessoal, numerologia e astrologia.

Eu confesso que sempre tive facilidade em aprender, tirava boas notas sem precisar estudar muito e era considerado um "geniozinho" pela família. Fui um adolescente obediente, disciplinado, nerd e curioso e era muito elogiado por essa "inteligência".

Ah… e eu também me achava e sentia "especial", acreditava que eu tinha o dom de me curar e ajudar curar animais e nem eu nem minha família lembramos de eu ter adoecido como adolescente ou jovem adulto.

Esse meu tio nos anos 90 falou uma coisa para minha família que ela não aceitou bem… ele usou a palavra Índigo e falou que era questão de tempo para eu começar a ter mudanças em meus comportamentos que não teriam nada em relação às transições de adolescência para fase adulta.

Comportamentos que não seriam compreendidos.

Comportamentos que seriam ativados por eventos cósmicos e não por idade.

Detalhe, eu quase não via o Tio Sérgio.

É claro que meus pais céticos acharam que era pura besteira.

Para falar a verdade, o Tio Sérgio era considerado louco ou charlatão por grande parte da família, seja por conta de grandes perdas que teve em seu patrimônio de terras e muitas dívidas que acabou contraindo, seja por essa parte "esquisotérica" que ele manifestava.

Muita gente achava ele chato… com seu assunto longo e sua fala com muitas pausas. Por suas filosofias que pareciam inconclusivas. Inclusive eu!

E com 19 para 20 anos, eu comecei a mudar. Muitos dizem para melhor, outros para pior.

Fato é que eu parei de focar em estudos e comecei a focar em experiências, festas, álcool, viagens, micaretas, amigos, sexo.

Isso realmente aconteceu.

E quando aconteceu, quase como do nada. Eu passei a gostar de ouvir o Tio Sérgio e já vou contar o que ele fez que mudou TUDO em relação à como EU ME VIA, como EU VIA ELE e COMO EU VIA MINHA RELAÇÃO COM o MUNDO.

Mas minha mudança e nova forma irresponsável de encarar a viva, começou a incomodar seriamente meu pai, que queria que eu voltasse a ser quem eu era, o jovem gênio ao qual ele poderia contar para ajudá-lo em seus negócios.

Meu pai começou a fazer alguns esforços do jeito dele para que eu "tomasse juízo", inclusive me levando para morar com ele em SP em 2001, quando fiquei sabendo que como um último recurso ele também havia contratado o Tio Sérgio para aconselhar a ele sobre o que estaria acontecendo comigo.

Mas ele só fez isso quando viu que eu havia passado a dar credibilidade para o Tio Sérgio e nas raras vezes que eu via ficávamos inseparáveis. Eu sempre ouvindo, ele sempre falando.

Um dia eu "peguei emprestado" sem ele saber um grande diário que ele tinha, e nesse diário tinha ao menos uma página para cada membro da família.

Me choquei quando vi que a minha não era uma página, era praticamente um capítulo. Com quase o dobro de páginas do meu primo mais problemático, um dos poucos que era pai na época, viúvo e viciado em cocaína, que devia e causava problemas onde passasse.

Eu devorei o diário e o que me impressionou foi a exatidão que ele descrevia as pessoas, inclusive a mim, e isso me lembrou como eu passei a dar credibilidade para ele.

Foi quando mesmo eu me esforçando para MASCARAR meus pensamentos, ele parecia conseguir ler CADA UM DELES.

Ele me descrever melhor que eu mesmo. Ele me entendia e falava sobre pensamentos que eu sabia que tinha, mas guardava eles escondidos do mundo.

Quando eu perguntei como ele fazia aquilo, mesmo podendo dar uma resposta que engrandeceria a si mesmo, ele sorriu e me perguntou:

Você quer aprender isso certo?

Quer aprender a ler as pessoas?

Quer saber porque e como as pessoas pensam como pensam...  fazem o que fazem... e são como são?

E eu falei prontamente que sim.

Como um mestre dos magos que ele era. Falou que isso era muito fácil, mas que esse tipo de conhecimento naquele momento, me causaria mais problemas que alegrias e que eu não estava pronto para ter aquele poder nas mãos.

"Filho da puta!"

Foi a primeira coisa que eu pensei.

E hoje sou grato por ele ter feito isso…

Me orientou primeiramente a entender sobre EGO.

Depois sobre Eric Berne o os estudos da Análise Transacional.

E por final, para deixar as coisas mais rápidas, falou sobre alguns testes que eu não poderia fazer e outros que eu poderia como o MBTI e o teste que falava sobre AS EMOÇÕES das PESSOAS NORMAIS.

Falou que eu não precisava estudar psicologia, pois essa ciência era voltada em entender como funciona a cabeça e emoções das pessoas que têm problemas.

Falou que meu papel é com as pessoas que pensam que são normais e que eu deveria fazer qualquer outra coisa que tivesse mais relação com sucesso.

Naquele momento eu pensei... é isso! Eu vou virar um grande especialista em gente e comportamento.

Eu fiquei FASCINADO com aquilo. A capacidade de saber mais sobre as pessoas do que elas mesmas sabem. Entender elas melhor do que elas mesmas se entendem.

Eu queria aquele poder do Tio Sérgio. O poder do AUTOCONHECIMENTO. O poder de ler mentes.

Foi naquele instante que eu ENTENDI o que me fez mudar o foco dos meus estudos e que hoje eu sei que MUDOU TOTALMENTE o rumo da minha vida.

Hoje o Tio Sérgio já não está mais entre nós, mas de algum lugar sei que ele deve estar olhando com orgulho de algumas lições que ele me ensinou e que levaria quase mais uma década para eu entender de verdade...

As Pessoas Não Querem Mudar, Elas Querem Que os Outros Mudem. Conhecer a Si Te Dá Poder Sobre Si. Conhecer os Outros te dá Poder Sobre Eles. As Pessoas PRECISAM de AUTOCONHECIMENTO

No dia em que soube que saber sobre gente e personalidade poderia ser aprendido em poucas lições ou aulas eu quase desencantei, mas fiquei feliz. Entretanto, naquele tempo eu só conseguia pensar o seguinte: Será que um dia eu vou conseguir ler mentes e identificar a personalidade das pessoas?

Será que algum dia as pessoas vão saber mais sobre isso para que possam compreender a si e aos outros melhor?

Naquela época eu já estava estudando livros de negociação e vendas, presentes que meu pai deu quando eu fiz 20 anos e também comprava e estudava alguns livros sobre comportamento e autoajuda: O Corpo Fala, Porque Homens Fazem Sexo e Mulheres Fazem Amor, O Sucesso é Ser Feliz, Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes,  Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, entre outros.

Enquanto escrevia essa lição, procurei e encontrei meu primeiro livro de Análise Transacional, O Sucesso Através da Análise Transacional (Jut Meininger, 1973) que eu havia comprado em um sebo. Ao folear o livro, com lágrimas nos olhos por lembrar do Tio Sérgio, encontrei um marca página atípico que evidencia a última vez que eu devo ter aberto o livro… um cupom de cartão de crédito legível com data de 12/11/2002 (mais de 15 anos).

E quase 20 anos depois de começar, eu agora percebo que realmente consegui me tornar um grande especialista em gente.

Quanto mais eu aprendia sobre personalidade e comportamento, mais consegui vender minha idéias. Mais eu conseguia persuadir e influenciar os outros.

Isso funcionava em casa, funcionava na faculdade, funcionava com as garotas nas festas e baladas que eu frequentava na época.

Eu cresci acreditando que existiam dois tipos de pessoas.

O primeiro tipo são aquelas que tratam mal aos outros. Nesse grupo também se incluem as pessoas altamente indiferentes às pessoas que interagem com elas.

O segundo tipo são aquelas que tratam os outros como gostariam de ser tratadas. Que é uma espécie de lei Bíblica e certamente faz delas pessoas muito mais agradáveis de conviver do que as primeiras.

Mas após começar a estudar autoconhecimento, motivação e valores foi perfeitamente possível enxergar que pode existir um terceiro tipo de pessoa. Uma pessoas ainda mais evoluída no tratamento aos outros do que as duas primeiras.

Sempre me incomodei com os médicos que falavam coisas incompreensíveis para seus pacientes, como se eles tivessem feito faculdade de medicina por exemplo, ou com pessoas que te obrigam a entrar no mundo delas.

Tinha como existir uma outra forma.

Uma forma de manter o respeito à Bíblia ao mesmo tempo em que se AMPLIA o RESPEITO às diferenças.

E daí eu voltei para o JARDIM de INFÂNCIA, onde aprendi a ligar: COELHO, CACHORRO, GATO, MACACO à CENOURA, OSSO, PEIXE e BANANA respectivamente.

Ou seja, desde o básico nós aprendemos como os animais preferem ser tratados, mas não aprendemos sobre gente.

Talvez porque seja legal imaginar que somos iguais. Que não existe diferença entre as pessoas. Que todo deva ser englobado por um rótulo chamado Ser Humano.

Mas a verdade é NÃO SOMOS.

E não quero discutir aqui sobre HOMENS versus MULHERES ou POBRES versus RICOS e muito menos contraria a Bíblia.

Olhava as pessoas como se fossem CACHORROS presenteando Gatos, Coelhos e Macacos com Ossos… e acreditando verdadeiramente que estava mandando bem (tratando o outro como gostaria de ser tratado).

Ou Macacos querendo agradar aos gatos e cachorros com bananas, embora o Chewie, nosso cachorrinho de estimação, adore uma banana (acredite se quiser).

Gatos, com a mais nobre intenção do mundo, abrindo mão de um suculento peixe, para dá-lo para o coelho.

Será que as pessoas estão cegas?

Uma nova forma tinha que existir e esse foi o teste que comecei a fazer. Entender as pessoas e depois falar o que ELAS preferiam ouvir. Ler a personalidade dela e agir de uma forma que faria ELA se sentir confortável.

O resultado foi SIMPLESMENTE incrível.

Tratar os Outros Como Você Gosta de Ser Tratado versus Tratar os Outros Como ELES Gostam de Ser Tratados

A forma como as pessoas passaram a responder me surpreendeu.

Onde eu ia, passava a ser considerado uma das pessoas mais confiáveis e legais.

Na faculdade, eu era convidado para fazer parte parte de todos os grupos, seja de trabalho, seja de festas.

No trabalho, eu "nem parecia que era dono da empresa".

Nas festas, eu tinha muito mais facilidade de manter um bom papo e entender a garota com a qual eu estivesse paquerando.

Foi assim que eu conheci a minha esposa Cecília em uma balada em 2002…

E foi assim que o NERD com poucos (porém bons) amigos de 1999, se casou em 2006 em um casamento com mais de 600 pessoas presentes.

Muita gente fala que carisma é DOM, é talento, é de nascença.

Eu posso garantir para você que não é. Embora eu gostasse de gente, eu tinha medo das pessoas e era muito tímido e passar a entender de gente e comportamento me ajudou demais não apenas a conhecer aos outros, mas principalmente, conhecer a mim.

E isso te dá o PODER EXTRAORDINÁRIO dos relacionamentos de uma forma muito fácil.

Deixa eu te explicar isso com detalhes.

No começo eu achava que tinha que ser no mínimo psicólogo para entender de gente, que deveria estudar muito e ter muita experiência com diversos cursos e especializações. Eu cheguei a passar em 8º para psicologia no concorrido vestibular da UERJ de 1998 mas nem me matriculei por optei em fazer Administração influenciado pelo sucesso dos negócios da família.

Para entender melhor de gente, eu li uma dúzia de livros de temas diferentes.

Esse era o "mapa" que eu conhecia.

Engraçado como por eu estar feliz e acomodado na empresa da família, eu praticamente parei de estudar isso por uns bons 7 anos.

Eu até fiz um curso de coaching em 2007, mas foi após a reviravolta em minha vida de 2009 e 2010 que aconteceram as maiores mudanças na minha vida.

De 8 anos para cá, eu descobri que existia uma maneira absurdamente simples. Basicamente 4 Tipos de Fatores que se você entender a essência, você vira uma máquina de detectar e ler perfis de personalidade baseado nos comportamentos e falar das pessoas. (Vou falar sobre isso na próxima lição.)

Foi então que eu comecei essa nova jornada. Foi nesse momento que eu descobri que existem formas muito mais fáceis de se ficar bom com pessoas e que é possível você inclusive viver disso.

Em 2010 eu comecei minha carreira como Coach Profissional e comecei a idealizar a ABRACOACHING.

E imediatamente eu comecei a fazer as coisas da forma como eu havia feito a vida toda… procurando parceiros.

Como eu troquei de faculdade 2 vezes em 2 anos (mudança RJ-SP em 2001 e depois SP-RJ no final do ano), fiquei fazendo matérias em 3 períodos diferentes, 11 turmas.

Organização não é meu forte, então nem sempre eu sabia sobre as avaliações, trabalhos em grupo e provas.

Eu usava meu novo carisma e habilidades de apresentação para conseguir entrar em grupos onde eu fazia muito pouco do trabalho, tendo como função apresentar ele.

Queria montar a ABRACOACHING com uma série de parceiros, mas quando falei que precisaríamos de investimento financeiro os parceiros desapareceram.

Como eu faria as coisas sem os outros?

Foi nesse momento que eu tive que voltar a olhar para dentro e buscar me flexibilizar com um perfil que NÃO ERA a MINHA NATUREZA, mas seria necessário temporariamente.

Eu precisava me tornar não um INFLUENCIADOR, mas sim um REALIZADOR.

Sendo assim eu diariamente saí da minha zona de conforto e comecei a fazer as coisas MAIS RÁPIDO e SOZINHO.

Comecei a priorizar resultados, velocidade e autonomia na tomada de decisões e que FAZER ACONTECER era mais importante que socialização e festinhas.

E mesmo sofrendo a cada vez que minha ausência era cobrada eu pensava… "O sacrifício é Temporário. O Benefício Duradouro."

E com esse mantra em 3 anos eu consegui não apenas fundar a ABRACOACHING mas também fazer com que ela formasse mais de 2000 coaches entre os anos de 2012 e 2013 em todo o Brasil, tendo feito inclusive 4 turmas no Japão.

É claro que tive parceiros e ajuda para fazer isso acontecer, mas foi no início a decisão de FLEXIBILIZAR minha natureza comportamental, de fazer uma troca temporária de personalidade de maneira consciente que possibilitou isso.

E foi nessa hora que eu percebi qual é a mais poderosa forma de chegar onde se quer. Com o AUTOCONHECIMENTO e flexibilização temporária do seu perfil.

Você deveria se concentrar em se conhecer antes de conhecer aos outros se quiser alcançar suas metas mais ousadas de forma mais rápida

Até o momento eu mostrei para você algumas grandes lições.

Mostrei que é possível você se tornar um especialista em ler a personalidade e prever o comportamento das pessoas, e que assim você consegue tratar elas DA MANEIRA COMO GOSTARIAM de SER TRATADAS. Isso te ajuda demais nos seus relacionamentos… em casa, no trabalho, com vendas, liderança, etc.

E mostrei que esse poder deve ser utilizado principalmente com você mesmo, pois nosso próprio AUTOCONHECIMENTO é uma das principais chaves para o estabelecimento de metas e para a criação de uma estratégia de flexibilidade comportamental para te ajudar a alcançá-las.

Eu estudei muito sobre o assunto, principalmente de 2010 para cá, quando comecei a trabalhar como coach.

Comecei na Análise Transacional, MBTI, Eneagrama, Preferência Cerebral, Linguagem Corporal, Microexpressões Faciais… cheguei até a fazer curso de grafologia e sempre que posso tenho estudado um pouco sobre numerologia, personalidade em signos, horóscopo chinês e até mesmo significado dos sonhos…

Mas um tipo de teste me chamou mais atenção do que os demais…

Um teste mais fácil de fazer… mais fácil de explicar.

Um teste embasado em um método cientificamente comprovado no qual em minutos uma pessoa poderia compreender quem é ela mesma e em menos de uma hora aprender sobre a construção das mais diversas personalidades.

E se aquele teste desse certo, aquele seria o primeiro passo para uma nova maneira de pensar sobre autoconhecimento.

Preste muita atenção no que eu vou te explicar agora.

Eu realmente adoro tudo o que eu estudei. Em acredito em cada um desses métodos para identificar padrões de comportamento e personalidade nas pessoas, mas eu escolhi me dedicar e ensinar principalmente um deles, o que eu considero o MAIS FACILMENTE REPLICÁVEL.

O que permite a qualquer pessoa pegar um ATALHO nos estudos sobre perfil comportamental e se tornar rapidamente um leitor de personalizadas.

E muita gente me pergunta se eu consigo explicar de forma fácil isso?

Sim! Eu consigo.

Mas esse é um assunto para a próxima lição.

Se você quer fazer parte do grupo que entende de gente, que entende de si, que consegue duplicar ou triplicar a sua produtividade e viver sem estresse. Continua comigo.

Vou tentar liberar uma nova lição amanhã.

LER LIÇÃO #02

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